segunda-feira, 30 de abril de 2012

Não às Maquinas!

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“Homens é que sois e não máquinas”
(Charles Chaplim)
Não pense mal!
Não sou defensor de um mundo só com a força motriz dos braços humanos. Aprecio as maquinas e o quanto elas podem ser usadas para o benefício da raça humana. Agora mesmo estou usando uma extraordinária máquina criada pelo homem para escrever este pequeno texto.
Que bom!
Não é disso que estou falando.
Estou falando do mundo do trabalho como perspectiva de transformar o trabalhador – homem em um mecanismo de mera produção, dentro de um sistema cruel, infame e esmagador que corroí, manipula e maquiniza o homem.
Gosto de trabalhar e trabalho bastante, mas não deixo de perceber a cultura neo-liberal que trouxe como virtude maior do mercado a concorrência irracional e aniquilante do outro. Adicionando a isto um consumismo sem paralelo que chega a criar mundos em nosso pequeno mundo.
O mundo dourado dos que podem consumir.
O mundo dos que consomem o que pode.
O mundo dos que não consomem.
E assim, trabalhamos para comprar o que não precisamos.
Trabalhos em empresas que não nos dão sentido.
Trabalhamos por comida, bebida...
Basta ver aqueles que se aposentaram por tempo de trabalho para perceber o quanto o sistema “máquina” humana os destruiu.
Mas,
“A vida não é só comida / a vida não é só bebida / você tem fome de quê / você tem sede de quê” (parafraseando: Comida dos Titãs)
“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Citando Saulo de Tarso – Romanos 14.17).
Não somos máquinas, somos homens dotados de espiritualidade que precisamos exercer no trabalho, para que possamos salvar o mercado de trabalho das potestades que dominou-o, transformando-o num moedor de gente e destruidor até da alma como instrumentalidade da razão de existir, emocionar e entusiasmar.
Possamos como cristãos, neste Dia do Trabalho, saber que devemos viver transformando-o em campo para manifestação do Cristo em nós, quebrando os paradigmas e os poderes degradantes que tentam fazer dele uma lástima diária e possamos com a ajuda do Senhor desenvolver o nosso trabalho como fomentador da dignidade humana.
N’Ele, que nos faz humanos e filhos de Deus.

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